Maria é a mais bela flor, sua beleza não se assemelha a nenhuma outra.

Foi no século XIII que a tradição de coroar a imagem de Nossa Senhora teve origem. No hemisfério Norte, Maio é o mês das colheitas: os campos se revestem de cores, aromas e sabores. Toda beleza e encanto que o mês possui, faz lembrar que foi a Virgem Maria que trouxe ao mundo a primavera de Deus. Antes do seu sim, o povo de Israel vivia à sombra de um inverno frio e seco; foi Maria que  reinaugurou a esperança no mundo. Ela foi a terra fértil que gerou o fruto novo: Jesus! Assim, lançando para longe as duras marcas que o longo inverno trouxe.

A Coroação de Nossa Senhora culmina as celebrações realizadas ao longo do mês, é uma forma de, devotamente, agradecermos a ela por sua generosa colaboração com o plano de salvação de Deus. Maria não é deusa, porém,  sua realeza está intrinsecamente ligada ao mistério da Trindade, que nela habitou em graça e em verdade. Conforme nos disse São João Paulo II : “Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está seu Espírito Santo, que procede do Pai e Dele no mistério sacrossanto da vida trinitária.”

No dia 31 de Maio a igreja celebra a Festa da Visitação. Festa essa que guarda o fundamento de nossa devoção a Maria Santíssima. Ora, é por meio de sua intercessão que Isabel (sua prima),  se enche do Espírito Santo.  Maria não retém nenhum mérito para si. Diante da saudação de Isabel “Donde me vem a honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc 1, 43)  reconhece que em sua pequenez Deus realizou grandes coisas e canta o Magnificat.

A Exortação Apostólica Marialis Cultus do Papa Paulo VI diz: “Na Virgem Maria, de fato, tudo é relativo a Cristo e dependente d’Ele: foi em vista d’Ele que Deus Pai, desde toda a eternidade, A escolheu Mãe toda Santa e a plenificou com dons do Espírito a ninguém mais concedidos.” Que possamos nós, contemplando as virtudes dessa Rainha encontrarmos refúgio em seu Imaculado Coração e chegarmos ao Coração Sagrado do grande Rei onde ela sempre nos conduzirá como filhos bem amados.