A Igreja apresenta no tempo litúrgico da Quaresma uma proposta anual de mudança de vida, passando pelos exercícios da “Oração”, “Jejum” e “Caridade”. São práticas a nos colocar nos caminhos da conversão, os quais devemos nos dispor a trilhar dia após dia.

Discorremos a seguir um pouco de cada um deles:

ORAÇÃO: pela oração, comunicamos ao Senhor as verdades do nosso coração que, por sua vez, nos dá a conhecer Sua Bondade e Sua Santíssima Vontade. A oração nos propicia intimidade com Deus e dela depende a saúde de nossa alma.

JEJUM: ainda que em nossos dias o jejum tenha assumido um lugar cada vez mais reduzido mesmo no meio cristão, não se pode deixar de ressaltar seus benefícios espirituais. Muitos têm se enganado pela interpretação equivocada do que Jesus disse quando afirmou não querer sacrifícios, mas misericórdia. Porém, é a partir das pequenas mortificações diárias que podemos nos tornar semelhantes a Cristo que, sendo Santo, absteve-se muitas vezes do que parecia indispensável a sua condição humana, a fim de nos dar o exemplo.

CARIDADE: aqui se concretizam os exercícios anteriores, que não devem se encerrar em si, mas devem nos tornar sensíveis para as necessidades dos que estão ao nosso redor. A oração e o sacrifício precisam surtir o efeito de que desejemos, de fato, ser pessoas melhores: pessoas dispostas a perdoar, a sorrir, a partilhar, a oferecer a mão e/ou o ombro quantas vezes necessário for, pois assim faz Jesus com cada um de nós.

Em suma, cada exercício que a Igreja nos propõe neste itinerário, coloca-nos diante dos passos de Jesus: se estivermos onde esteve o Mestre, chegaremos com Ele a Sua Glória!