“Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.” (2 Mc 12, 46)

Rezar pelos que já morreram é prática da Igreja desde os primeiros tempos, como refere o Catecismo da Igreja Católica (nº 1032), que ela (sempre) “honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus”.

Ou seja, a oração destinada às almas não é para que obtenham o perdão dos pecados, mas para beneficiá-las em obter mais depressa o prêmio eterno, que deve ter sido conquistado em vida, ao que a Igreja ensina que, mesmo que morramos na graça e na amizade de Deus, e que tenhamos garantida a salvação, precisamos passar pela purificação de nossa alma, até que alcancemos a santidade necessária para entrar na alegria do Céu (CIC 1030-1031), o que se denomina Purgatório.

No ano de 1967, o Papa Paulo VI, estabeleceu a Constituição Apostólica sobre a Doutrina das Indulgências, na qual apresenta à Igreja a possibilidade de “remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”, podendo ser parcial ou plenária e, ainda aplicada aos fiéis defuntos (cap V, Norma nº 1-3).

As condições para obter as Indulgências Plenárias no dia de Finados (02 de novembro) para a alma de um ente querido são:

  • Confissão sacramental;
  • Comunhão Eucarística nesta intenção;
  • Rezar nas intenções do Santo Padre (Pai Nosso, Ave Maria, Credo, Glória ao Pai…);
  • Visitar o cemitério e rezar pelo falecido (fora do dia de finados, este item pode ser substituído por Terço em família diante de um oratório; Via Sacra na Igreja; Adoração ao Santíssimo ou Leitura Bíblica meditada, meia hora no mínimo);
  • Rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja (se faltar esta disposição, a indulgência será somente parcial).

OBS.: As indulgências não podem ser oferecidas a outras pessoas vivas, só podem ser recebidas para si ou para alguém já falecido.

Estejamos sempre dispostos a aprender com a Igreja, nossa Mãe, e obteremos dela, todas as graças necessárias para esta e para a eterna vida!